universo do autor
>>> Mergulhe aqui nos pensamentos, reflexões e bastidores da criação de CaioTozzi na literatura para jovens.
“Antes de tudo, a gente precisa escutar os jovens e entender o que sentem, o que buscam. Aí conseguiremos fazer histórias com as quais se conectem – e isso é o mais importante”
Com mais de 30 livros publicados para pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos, Caio Tozzi se firma como um dos principais autores e especialistas para este público.
Nascido em São Paulo em 1984, Caio Tozzi se define como um grande apaixonado por literatura para as juventudes. Jornalista de formação, em sua jornada profissional criou histórias para diversos formatos, como documentários, peças teatrais, além de atuar no mercado de publicidade.
Hoje, usa toda essa bagagem para construir narrativas que conectem os adolescentes aos livros. A seguir, você vai conhecer um pouco mais de sua trajetória a partir das principais curiosidades que os jovens costumam ter nos encontros que acontecem com o autor
Quando você decidiu ser escritor?
Olha, sempre que me fazem esta pergunta, eu não sei muito precisar essa data. Sabe por que? Porque desde muito criança, eu me lembro de estar inventando histórias. Esta era a minha brincadeira da infância. Não sei se por ser filho único, as histórias sempre me foram grandes companhias. Certamente um dia me dei conta que para uma história existir, alguém precisaria criá-la – e pensei: “então, posso criar as minhas!”. Deve ser daí que nasceu o desejo de ser escritor, fui crescendo e a vontade de continuar esta brincadeira não passou.
Como você descobriu que gostava de escrever para adolescentes?
Durante minha infância e minha juventude, evidentemente, consumia as histórias voltadas para a faixa-etária que eu tinha. Aconteceu que não deixei de me interessar por elas. Nos planos que eu tinha para uma possível carreira de ser escritor, imaginava que escreveria histórias para crianças e adolescentes. Mas quando comecei a produzir os primeiros textos, sempre que tinha uma ideia curta, para um livro, de repente, mais infantil, sentia que precisava (e queria) colocar mais aventura. Aí incluía mais viradas, acontecimentos, personagens. Quando me dava conta, ao final do processo, havia criado uma história para um leitor com mais fôlego, ou seja, pré-adolescentes e adolescentes.
Então, consegui publicar essas primeiras tramas e fui, pouco a pouco, me apaixonando de verdade pelos leitores que estão neste turbilhão da juventude. Acho um momento forte e poético, em que são gigantes e têm muitas vulnerabilidades ao mesmo tempo. É muito rico. Com isso, passei não apenas a me dedicar à escrita de obras para pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos, como também pesquisar o que era produzido para eles e também tudo o que acontece com o leitor durante esta tão importante fase da vida.
De onde surgem as suas ideias?
Ah, de todos os lugares. Sempre digo que quando você é escritor começa a apurar seu olhar e sua escuta para ficar o tempo todo atento ao que pode virar história. Então, estou sempre neste estado de investigação por ideias. Pode ser na leitura de um livro, em um filme, numa conversa, em uma situação que eu vejo acontecer, em um nome de uma pessoa, enfim, tudo pode ser ponto de partida para um livro.
Agora, tem uma coisa que gosto muito (e acho importante demais quando pensamos em literatura para juventudes) que é conversar com os leitores. Antes de tudo, a gente precisa escutar os jovens e entender o que sentem, o que buscam. Aí conseguiremos fazer histórias que conectem – e isso é o mais importante. Eu, como escritor, preciso entender o que eles buscam, o que está passando no coração deles. Então, encontros com os jovens, como costumo fazer bastante em escolas, são sempre fontes de inspiração.
Como é o processo de escrita dos livros?
Eu sou um autor muito metódico e planejado. Organizo muito minhas histórias antes de escrevê-las. Primeiro, ando com uma prancheta e folhas para ir anotando ideias quando surgem. Aí, entendo que a ideia pode virar um livro e fico alimentando esse primeiro fio da narrativa. Quando entendo qual é a história, quem são os personagens e minimamente para onde eles vão, sento no computador e começo a organizar um grande esqueleto da trama, com começo, meio e fim.
Ali, além dos acontecimentos que vão levar a história para frente e prender a atenção do leitor, já consigo pensar nos ganchos dos capítulos, nas reviravoltas. Feito isso, é aí que vou transformar esse guia em linguagem literária, com a abertura dos capítulos, descrições e diálogos. Depois da primeira versão, é claro, eu parto para a revisão e reescrita. São várias versões até que eu sinta que a obra está pronta para ser apresentada a uma editora.
POR DENTRO DOS LIVROS
Para criar histórias para os jovens, Caio Tozzi sempre tem em mente quais as melhores formas de se conectar com este leitor – e o caminho, ele logo aponta: muita observação, escuta e conversas com eles. Assim, cria personagens e universos que geram identificação com suas experiências e emoções, bem como escolhas narrativas que despertem emoções e engajem a leitura do começo ao fim de um livro.
Ao mergulharem em suas obras, os leitores que estão deixando a infância – na famigerada pré-adolescência – até aqueles que começam a viver os desafios para vida adulta poderão encontrar narrativas que conversem com cada momento da sua juventude: histórias lúdicas e cheias de aventuras; narrativas de mistério e suspense; tramas cheias de emoções com os principais conflitos dessa fase (primeiros amores, amizade, relação com os pais, vida escolar e tantas outras coisas); além das sempre queridas séries e coleções em que o leitor pode viver várias jornadas com os mesmos personagens e universos.
Entre as características do estilo do autor, podem se destacar os personagens empáticos e únicos; uma narrativa com ganchos, cortes, cenas rápidas e muitos acontecimentos, com um estilo cinematográfico e muito visual – bebendo muito de fontes como o cinema e os quadrinhos. E com o objetivo de, antes de qualquer coisa, entreter, sem ser chato, didático ou cheio de regras.
CONVERSAS
Confira algumas participações de Caio Tozzi em podcasts, entrevistas e bate-papos.
BIBLIOTECA JUVENIL
Apaixonado por literatura juvenil, Caio Tozzi se tornou também um grande pesquisador sobre o tema. Muitas vezes, leitores e leitoras pedem a ele indicações literárias. Por isso aqui está uma lista de sugestões de obras e autores que acredita que os jovens devem conhecer – sendo que muitas delas foram importantes também para a construção da trajetória do autor.
- A Droga da Obediência – Pedro Bandeira
- A hora do amor – Álvaro Cardoso Gomes
- A ilha do tesouro – Robert Louis Stevenson
- A invenção de Hugo Cabret – Brian Selznick
- As aventuras de Tom Sawyer – Mark Twain
- As vantagens de ser invisível – Stephen Chbosky
- Capitães da Areia – Jorge Amado
- Coleção “A Pior semana de todas” – Eva Amores e Matt Cosgrove
- Crescer é perigoso – Marcia Kupstas
- Cuidado: garoto apaixonado – Toni Brandão
- Diário de um Banana – Jeff Kinney
- Ei, Deus, está aí? Sou eu, a Margareth– Judy Blume
- Extraordinário – J. Palacio
- Luna Clara & Apolo Onze – Adriana Falcão
- Momo – Michael Ende
- Natali e sua vontade idiota de agradar todo mundo – Thalita Rebouças
- O apanhador no Campo de Centeio – J. Salinger
- O dia em que a minha vida mudou por causa de um chocolate comprado nas Ilhas Maldivas – Keka Reis
- O diário de uma Princesa Desastrada – Maydi Lacerda
- O menino de vestido – David Walliams
- O mistério do cinco estrelas – Marcos Rey
- O serviço de entregas monstruosas – Jim Anotsu
- O verão de Rayme NIghtingale – Kate DiCamillo
- Os 13 porquês – Jay Asher
- Os Futebolíssimos – Roberto Santiago
- Pedro e o portal – Glaucia Lewicki
- Quem é você, Alasca? – John Green
- Super Marsh Mallow – André Catarinacho
- The Outsiders –E. Hilton
- VIto Grandam: Uma história de voos – Ziraldo
(PS: Fique ligado porque esta lista será atualizada constantemente!)